Neste portal do Rancho Folclórico Neveiros do Coentral poderão encontrar informação sobre a sua fundação, história e atividade, sobre a sua origem geográfica, e sobre o núcleo museológico "A Casa do Neveiro".
Castanheira de Pera
As origens da vila remontam aos séculos XII, e em 1206 D. Pedro Afonso, filho bastardo de D. Afonso Henriques, concedeu-lhe o foral, que foi renovado mais tarde por D. Sancho I.
Castanheira de Pera, que pertenceu à freguesia de Santa Maria de Pedrógão e mais tarde, já como freguesia e em conjunto com a freguesia do Coentral, ao concelho de Figueiró dos Vinhos (1895-1899), é elevada a sede de concelho a 4 de julho de 1914 e é consequência direta da Revolução Industrial.
A região teve, desde sempre, tradição na indústria de lanifícios, fruto dos recursos naturais locais (pastagens, rebanhos, lãs e boas águas) e das artes e ofícios que sabiam as gentes (tosquiar, fiar, cardar, tecer, pisoar e tingir). Inicialmente de produção artesanal, em 1860 foi construída a primeira fábrica movida por roda hidráulica, que se destacou pela qualidade dos seus produtos.
Mais tarde, transformou-se no terceiro centro da indústria de lanifícios do país. Este desenvolvimento industrial foi complementado pelo desenvolvimento das vias de comunicação, por intermédio do visconde de Castanheira de Pera, António Alves Bebiano.
Das grandes fábricas do fim do século XIX, restam hoje apenas paredes e máquinas que formam um núcleo importante de arqueologia industrial. Melhor conservadas estão as inúmeras casas solarengas existentes na vila, bem como a Igreja Matriz (dedicada ao padroeiro São Domingos) que se eleva sobre uma ampla escadaria encimada por um antigo cruzeiro. No seu interior podemos encontrar uma peça do século XVI, talhada em pedra e representando a Santíssima Trindade, que faz as honras do templo.
Durante décadas, a economia do concelho assentou na indústria de lanifícios. No entanto, a chegada ao final do século XX, representou também a chegada da crise a este setor e, consequentemente, o encerramento de várias fábricas.
Abrindo um novo ciclo e aproveitando os múltiplos recursos existentes (ribeiras, serra, património, gastronomia e artesanato), Castanheira de Pera aposta hoje no turismo como motor do século XXI.
A freguesia do Coentral
Composta por seis pequenas aldeias, tem por sede o Coentral Grande, que junto com o Coentral da Cruz, o Coentral das Barreiras, o Coentral do Fojo, o Camelo e o Carriçal compõem a freguesia.
O Coentral foi sempre uma terra de gente bairrista e determinada, empenhada ao longo dos tempos no engrandecimento da freguesia, quer seja pela contribuição com bens próprios para a obtenção de recursos para a construção da igreja, sem a qual não poderia vir a ser sede de freguesia, quer seja pela contribuição com o próprio trabalho na construção da estrada que o liga com a sede de concelho, ou no alargamento de ruas e na obtenção de água canalizada e energia elétrica.
Apesar de ser atualmente uma pequena freguesia, desertificada, ainda são visíveis restos da atividade industrial, que durante o século passado, era desenvolvida por pequenas indústrias de fabrico de malhas e meias, que empregavam dezenas de trabalhadores, oriundos não só da freguesia como do concelho.
Hoje restam o aspeto pitoresco das aldeias e as beleza natural (percursos pedestres, levadas e quedas de águas), que são um permanente convite a uma visita à freguesia, à Serra da Lousã, ao Trevim e ao Santo António da Neve.
Após a reorganização administrativa do território das freguesias prevista pela Lei nº 11-A/2013 e efetuada após as eleições autárquicas 2013, as freguesias de Coentral e Castanheira de Pera foram agregadas numa única freguesia, designada por União das Freguesias de Castanheira de Pera e Coentral.