O CIRUC
O CIRUC (Centro de Instrução Recreativa União Coentralense) nasce da vontade dos Coentralenses, residentes ou migrados em Lisboa, terem na sua terra um centro escolar e de convívio. Inicialmente denominado por Centro Escolar Democrático União Coentralense, a sua formação como entidade remonta a 31 de agosto de 1911 e as suas instalações, construídas e inauguradas dois anos mais tarde. Aqui começou por funcionar a primeira escola feminina.
Em 1926 foi mandado encerrar e os seus bens arrolados, por decreto do Governo, com receio que esta e outras associações tomassem parte na preparação ou execução de movimentos revolucionários.
Mais tarde, em 1935, as instalações voltaram a ser compradas pelos Coentralenses, em hasta pública, e ali se instalou novamente o CIRUC até aos nossos dias.
Mais recentemente, em 1988, estas instalações foram alvo de remodelação e ampliação.
Atualmente é ponto de encontro na aldeia e local de convívio para Coentralenses e visitantes.
O Coentral situa-se em Castanheira de Pera, concelho mais a norte do distrito de Leiria e sub-região do Pinhal Interior Norte. O município de Castanheira de Pera é limitado a nordeste pelo município de Góis, a sueste por Pedrogão Grande, a oeste por Figueiró dos Vinhos e a Noroeste pela Lousã.
Como chegar (insira o ponto de partida no campo a seguir ao mapa ):
O Coentral situa-se em Castanheira de Pera, concelho mais a norte do distrito de Leiria e sub-região do Pinhal Interior Norte. O município de Castanheira de Pera é limitado a nordeste pelo município de Góis, a sueste por Pedrogão Grande, a oeste por Figueiró dos Vinhos e a Noroeste pela Lousã.
Como chegar (insira o ponto de partida no campo a seguir ao mapa ):
Castanheira de Pera
As origens da vila remontam aos séculos XII, e em 1206 D. Pedro Afonso, filho bastardo de D. Afonso Henriques, concedeu-lhe o foral, que foi renovado mais tarde por D. Sancho I.
Castanheira de Pera, que pertenceu à freguesia de Santa Maria de Pedrógão e mais tarde, já como freguesia e em conjunto com a freguesia do Coentral, ao concelho de Figueiró dos Vinhos (1895-1899), é elevada a sede de concelho a 4 de julho de 1914 e é consequência direta da Revolução Industrial.
A região teve, desde sempre, tradição na indústria de lanifícios, fruto dos recursos naturais locais (pastagens, rebanhos, lãs e boas águas) e das artes e ofícios que sabiam as gentes (tosquiar, fiar, cardar, tecer, pisoar e tingir). Inicialmente de produção artesanal, em 1860 foi construída a primeira fábrica movida por roda hidráulica, que se destacou pela qualidade dos seus produtos.
Mais tarde, transformou-se no terceiro centro da indústria de lanifícios do país. Este desenvolvimento industrial foi complementado pelo desenvolvimento das vias de comunicação, por intermédio do visconde de Castanheira de Pera, António Alves Bebiano.
Das grandes fábricas do fim do século XIX, restam hoje apenas paredes e máquinas que formam um núcleo importante de arqueologia industrial. Melhor conservadas estão as inúmeras casas solarengas existentes na vila, bem como a Igreja Matriz (dedicada ao padroeiro São Domingos) que se eleva sobre uma ampla escadaria encimada por um antigo cruzeiro. No seu interior podemos encontrar uma peça do século XVI, talhada em pedra e representando a Santíssima Trindade, que faz as honras do templo.
Durante décadas, a economia do concelho assentou na indústria de lanifícios. No entanto, a chegada ao final do século XX, representou também a chegada da crise a este setor e, consequentemente, o encerramento de várias fábricas.
Abrindo um novo ciclo e aproveitando os múltiplos recursos existentes (ribeiras, serra, património, gastronomia e artesanato), Castanheira de Pera aposta hoje no turismo como motor do século XXI.